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Quarta-feira, 13 de Maio 2026

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Fuzileiros Navais adotam novas tecnologias para reforçar defesa e operações de resgate

A instituição investiu em diversos modelos de drones equipados com sensores térmicos e infravermelhos, voltados tanto para o monitoramento tático quanto para o salvamento de pessoas em situações de calamidade.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Fuzileiros Navais adotam novas tecnologias para reforçar defesa e operações de resgate
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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Nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil exibiu os principais avanços tecnológicos integrados à sua frota, visando a atualização dos sistemas de proteção nacional.

O destaque do evento foi a ativação do Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, que conta com quadricópteros munidos de tecnologia eletro-óptica e sensores de calor.

Tais dispositivos são versáteis, servindo para a vigilância de alvos ou para o resgate de feridos. Algumas unidades têm capacidade adicional de transportar armamentos para ofensivas pontuais.

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Além disso, a tropa incorporou aeronaves não tripuladas de asa fixa, conhecidas como drones kamikazes, que carregam explosivos para neutralizar estruturas maiores.

Capacitação para o uso de aeronaves remotas

Segundo o almirante Carlos Chagas, comandante-geral da corporação, a criação do novo grupamento coloca o Brasil em sintonia com as tendências globais de defesa, observadas em conflitos internacionais recentes.

O oficial informou que, ainda no decorrer de março, será inaugurada uma unidade de ensino no Rio de Janeiro dedicada exclusivamente ao treinamento de militares na pilotagem desses equipamentos.

Chagas ressaltou a responsabilidade da Marinha na proteção de recursos vitais para o território brasileiro.

"O Brasil tem 7,5 mil quilômetros de litoral e uma abundância de recursos estratégicos. A maior parcela da população e 95% da extração de petróleo estão concentradas na costa, por onde também circulam 97% das exportações", destacou.

"Há ainda um detalhe pouco conhecido: a conectividade do país depende majoritariamente de cabos submarinos internacionais, e não apenas de satélites, o que torna a vigilância marítima essencial", completou.

Atuação em cenários de calamidade pública

A frota foi reforçada com blindados de desembarque costeiro de fabricação nacional. Esses veículos alcançam 74 km/h, comportam 13 tripulantes e possuem radares, câmeras térmicas e metralhadoras.

Por serem modelos compactos, conseguem operar em áreas com infraestrutura precária e podem ser transportados por via aérea com facilidade.

O almirante Carlos Chagas explicou que essas ferramentas ampliam a eficiência dos Fuzileiros Navais em missões humanitárias, uma demanda que tem crescido nos últimos anos.

"Existe uma grande similaridade entre a logística de guerra e a de resposta a desastres. A capacidade de mobilização rápida é um diferencial nessas horas", afirmou o comandante.

Ele pontuou que muitos recursos possuem utilidade híbrida: equipamentos comprados para combate, como veículos anfíbios, são fundamentais para salvar vidas e levar suprimentos a regiões inundadas.

O arsenal também ganhou novos itens, como o Míssil Antinavio Nacional de Superfície. O projétil atinge 1 mil km/h em voo baixo para evitar radares, com alcance de 70 quilômetros.

Outro destaque é um míssil nacional guiado a laser, com precisão elevada e alcance de 3 quilômetros, capaz de destruir blindagens de até 80 centímetros e atingir aeronaves ou barcos.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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