Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A busca por avanços na educação é a principal expectativa de pelo menos um quarto dos jovens do ensino médio para a gestão dos governos que se iniciam em 2027. Para essa parcela dos alunos, a qualidade da escola está diretamente ligada ao desempenho e à dedicação do corpo docente.
O estudo consultou 5.296 matriculados no ensino médio e do 6° ao 9° ano em todas as regiões do país. Os participantes destacaram que as transformações devem abranger:
- aulas diferentes;
- dinâmicas em salas de aula;
- capacitação de professores;
- menos falta dos professores.
O projeto foi encomendado ao Instituto DataFolha por diversas fundações e institutos voltados ao desenvolvimento educacional brasileiro.
Os questionários abordaram tópicos como o processo de ensino, o papel dos mestres, a formação profissional, o uso de tecnologias e o formato em tempo integral.
Desempenho dos professores
Os dados mostram que a visão dos jovens entre 12 e 21 anos sobre a clareza das explicações reflete diretamente na nota que dão à instituição de ensino.
Entre os que elogiam a didática dos docentes, 75% classificam a escola como boa ou ótima. O índice despenca para 48% entre os que relatam dificuldades na explicação do conteúdo.
Gabriel Corrêa, do Todos Pela Educação, pontua que a prioridade absoluta das políticas públicas nos próximos anos precisa focar justamente na aprendizagem.
Ainda sobre o tema, no fundamental 2, 78% acham que os professores estão motivados, índice que recua para 69% no ensino médio.
Ensino técnico
Mais de 90% dos entrevistados julgam fundamental cursar uma formação técnica ou profissionalizante durante essa fase escolar.
O índice contrasta com a realidade do Censo Escolar 2025, que aponta cerca de 20% dos matriculados no ensino médio inseridos na educação profissional.
Tecnologia
A tecnologia faz parte do cotidiano acadêmico: 70% relatam o uso pedagógico desses recursos pelos mestres ao menos uma vez na semana.
A inteligência artificial já faz parte da rotina de 71% dos alunos para estudar, embora haja ressalvas quanto ao preparo docente para lidar com tais ferramentas.
Tempo integral
Nas escolas de tempo integral, 74% aprovam a instituição, superando os 68% registrados no ensino regular.
Patricia Mota Guedes, do Itaú Social, reforça que escutar os jovens é essencial para alinhar as políticas públicas às reais necessidades das salas de aula.