Portal de Notícias | Vitória de Santo Antão e região é aqui

Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 08 de Maio 2026

Educação

Censo escolar revela queda de 1 milhão em matrículas na educação básica

Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep nesta quinta-feira (26) indicam redução de 2,29% nas inscrições para o ano letivo de 2025.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Censo escolar revela queda de 1 milhão em matrículas na educação básica
© Tomaz Silva/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apresentaram nesta quinta-feira (26) os resultados da primeira fase do Censo Escolar referente a 2025. As informações revelam que, no ano passado, foram registradas 46,018 milhões de matrículas em 178,76 mil instituições de ensino públicas e privadas, abrangendo todas as etapas da educação básica. Este número representa uma diminuição de 2,29% em relação a 2024, quando o total de estudantes era de 47.088.922, configurando uma redução de aproximadamente 1,082 milhão de alunos.

Fábio Pereira Bravin, coordenador de Estatísticas Educacionais do Inep (DEED), avaliou a queda como não preocupante, destacando que o atendimento educacional à população tem, na verdade, se expandido. Segundo Bravin, a diminuição nas matrículas está associada à redução da população em idade escolar, especialmente nas faixas etárias de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), corroboram essa análise. O Inep informou que a população de 0 a 3 anos teve uma projeção de recuo de 8,4% entre 2022 e 2025. Paralelamente, a taxa de frequência escolar para crianças de até 3 anos aumentou 4,3 pontos percentuais entre 2019 e 2024, alcançando 39,8%. A matrícula em creches, para crianças de até 3 anos, não é compulsória. Já na faixa de 4 a 17 anos, período em que a frequência escolar é obrigatória, a adesão atinge 97,2%, conforme dados do IBGE de 2024.

Publicidade

Leia Também:

Redução da distorção idade-série

O MEC também atribui a diminuição no número de matrículas à redução das taxas de repetência e à melhoria dos índices de distorção idade-série. Este indicador mede a proporção de estudantes que cursam a série adequada para sua idade, sem defasagem nos estudos.

"Os alunos estão repetindo menos. Antes, a retenção inchava o sistema. Passando ano a ano, à medida que eu reduzo a distorção idade-série e dou oportunidades aos alunos que estão atrasados para eles concluam, eu reduzo o número de matrículas", explicou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Segundo o ministro, ambos os fatores demonstram uma maior eficácia do sistema educacional brasileiro, que, em 2025, apresentou avanços consideráveis, conforme evidenciado pelo Censo Escolar.

Camilo Santana ressaltou que a distorção idade-série no ensino médio, por exemplo, apresentou uma queda de 61% entre 2022 e 2025. "Nós saímos de 27,2% para 13,99% só no 3° ano do ensino médio", detalhou.

"O Brasil praticamente universalizou o acesso à escola. Precisamos garantir a qualidade, a equidade", declarou o ministro do MEC.

Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, concorda com as razões apontadas para a redução nas matrículas.

"É o menor número de alunos desde 2021, quando o Brasil registrou 46,6 milhões de matrículas. Esse é um dado que merece atenção, mas que precisa ser analisado com cuidado e à luz de outras informações demográficas e educacionais", ponderou.

Ela também considera a mudança demográfica estrutural do Brasil e as melhorias nos índices de frequência escolar como aspectos positivos, apesar da diminuição no número de matrículas registradas no Censo.

"Isso significa que, embora haja menos jovens, uma parcela maior deles está, de fato, na escola. Dito isso, o desafio permanece: precisamos garantir que todos os estudantes tenham acesso, permanência e qualidade no aprendizado em todas as etapas. E isso exige uma articulação federativa mais forte e estratégica.”

Educação infantil

O Censo de 2025 indicou que a educação infantil atingiu seu maior índice de crianças de 0 a 3 anos com acesso a creches, chegando a 41,8%, o que aproxima o país da meta de 50% estipulada pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

O MEC informou que, somente em 2025, foram criadas 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas, com o suporte do governo federal. O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) prevê um investimento de R$ 7,37 bilhões para a construção de 1.670 novas creches.

Conectividade nas escolas

O levantamento do Censo também evidenciou um aumento na conectividade das escolas de educação básica. O percentual de instituições com acesso à internet subiu de 82,8% em 2021 para 94,5% em 2025.

O ministro Camilo Santana destacou que as maiores dificuldades para garantir a conectividade concentram-se na região Norte. Segundo o ministério, foram alocados R$ 3 bilhões entre 2023 e 2025 para escolas estaduais e municipais, resultando em um avanço na conectividade adequada para fins pedagógicos, que passou de 45% para 70% das escolas.

Sobre o Censo Escolar

Realizado anualmente pelo Inep, o Censo Escolar abrange informações sobre todas as escolas da educação básica, incluindo dados sobre professores, gestores, turmas e características dos estudantes. As informações cobrem todas as etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.

O levantamento inclui a participação de escolas públicas e privadas de todas as etapas da educação básica e de todas as redes de ensino do país.

*texto ampliado às 13h12

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR